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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Rock na universidade

Por Magda Marques

A Unisinos inova com o Curso de Formação de Produtores e Músicos de Rock, qualificando os alunos para o mercado musical. Jovens de todos os estilos que curtem o rock agora encontraram um caminho para se tornar um profissional da área da música.
Assista o vídeo e conheça melhor o curso.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Loucos pela diversidade

SID/MinC entrevista a coordenadora do projeto 'Programa Igual Diferente' premiado no Edital

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) deu início a uma série de entrevistas com os participantes dos projetos contemplados com o Prêmio Loucos pela Diversidade, uma realização do Ministério da Cultura, por meio da SID/MinC e da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, por intermédio do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental, com apoio da Caixa Econômica Federal. O Prêmio contemplou 55 iniciativas que promovem, sem fins lucrativos, atividades culturais com pessoas em sofrimento psíquico. A cada semana uma entrevista será publicada na página da Secretaria. O objetivo é contribuir para traçar um panorama das iniciativas desse tipo existentes no país. A coordenadora do 'Programa Igual Diferente', Daina Leyton, foi a primeira entrevistada e falou sobre o projeto desenvolvido pelo Museu de Arte Moderna (MAM), de São Paulo.

SID: Em que consiste o Programa Igual Diferente?

Daina Leyton: 'O Programa Igual Diferente', desde de 2002, promove o estudo e a criação de arte por meio das modalidades artísticas, como pintura, escultura, apresentações, fotografia, entre outros, em vários cursos e oficinas de capacitação, sem fins lucrativos, que são oferecidos aqui, para a sociedade civil e para pessoas em sofrimento psíquico ou com algum tipo de deficiência. Ele consiste na tentativa de articular a sociedade civil com a saúde mental, na tentativa de quebrar as barreiras do preconceito e estimular talentos e projetos.”

SID: Para você, qual é o papel de iniciativas como o Prêmio Loucos Pela Diversidade na promoção de projetos como este?

Daina Leyton: “Iniciativas como estas são fundamentais para que a pessoa em sofrimento psíquico consiga realizar a sua reintegração social. Estimular projetos como esse, como faz o Prêmio, é um marco no processo da promoção e da construção de um outro olhar para a questão dos deficientes mentais, e mais do que isso, é também um importante passo na quebra de preconceitos e um incentivo não só para que outras instituições desenvolvam atitudes semelhantes, mas também para que os próprios freqüentadores do programa dêem continuidade para suas atividades.”

SID: É comum os freqüentadores do Programa darem continuidade às suas habilidades artísticas?

Daina Leyton: “Ah, sim, eles encaram as atividades desenvolvidas não como uma parte do tratamento de suas deficiências, mas sim como algo relacionado diretamente com as suas vidas, como a de qualquer outra pessoa não portadora de deficiência que também participa. Foi uma escolha deles, uma atividade independente das terapias e outros tratamentos que passam. Por exemplo, tivemos casos de pessoas que seguem carreira e continuam com suas atividades artísticas até hoje, como o caso do artista plástico José Ricardo Peres, que teve aqui seu contato com a arte e hoje possui seu próprio atelier. É só uma questão de superar os estigmas e acreditar na competência.”

SID: E como é estabelecido esse contato com a arte? O que acontece com o que é produzido aí?

Daina Leyton: “No programa a gente também promove cursos dentro das categorias artísticas com duração de um ano, gratuitos, para estimular e aprimorar as habilidades dos freqüentadores. A gente expõe o trabalho deles, promovendo uma interação dessas pessoas com a sociedade e com o mundo. Dessa forma, a gente devolve para a sociedade um pouco do que é construído aqui dentro, visando que essas pessoas cada vez mais encontrem e conquistem um espaço na vida pública, trabalhando em conjunto uma visão social tanto dos deficientes quanto da sociedade civil, na tentativa de construir um outro olhar para a questão, livre de preconceitos e estigmas, um olhar, de modo geral, único.”

SID: O que você sugere para pessoas que desenvolvem projetos semelhantes e que queiram se inscrever nos próximos editais do Prêmio Loucos Pela Diversidade?

Daina Leyton: “Sugiro que dêem instrumentos e estimulem as atividades. A parte da criatividade, definitivamente, é por conta deles. Só precisam de estímulo e instrumento para mostrar do que são capazes, e assim sempre impressionarão”.

Os interessados em mais informações sobre o programa podem entrar em contato com os responsáveis pelo projeto no email admam@mam.org.br ou pelo telefone (11)5085-1370.

Fotos: Acervo do Programa Igual Diferente

Comunicação SID/MinC

domingo, 8 de novembro de 2009

Direitos dos Povos

Foto: Minc
Secretário Américo Córdula participou da abertura do 1º Encontro Internacional da Diversidade Cultural

“O conceito de diversidade cultural se tornou, nos últimos anos, sinônimo de uma política afirmativa de garantia dos direitos dos povos. Uma política ampla, que abrange aspectos fundamentais das relações humanas e propõe ações de estímulo às diferentes expressões culturais, na construção de uma cultura de paz, de aceitação do outro e de diminuição das diferenças sociais, culturais e de gênero.”
A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira, 5 de novembro, na abertura do 1º Encontro Internacional da Diversidade Cultural pelo secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, ao defender o direito de manifestação das diferentes expressões culturais dos povos como forma de diminuir as diferenças sociais.

Córdula salientou a importância da participação da sociedade civil, por meio das coalizões com representação em vários países na implementação da Convenção da Diversidade Cultural. Ele defendeu também a necessidade de criação de um comitê cultural, no âmbito da Organização Mundial do Comércio, como forma de assegurar, a cada país, o direito sobre a comercialização dos seus bens e serviços culturais. “Afinal, vale lembrar que a próxima rodada de negociações de liberalização de comércio no âmbito da OMC terá como objeto os serviços, nos quais se incluem diversos segmentos da produção cultural”, destacou.

“A Convenção da Diversidade Cultural foi a primeira a explicitar, num artigo exclusivo, a importância da sociedade civil no trabalho para alcançar seus objetivos. As Coalizões da Diversidade têm, portanto, um papel essencial em todo esse processo, principalmente na divulgação da importância desse tema”, acrescentou o secretário, que conclamou os participantes a trabalharem no fortalecimento do Fundo Internacional de Diversidade Cultural, com o objetivo de garantir financiamento de projetos estruturantes das indústrias culturais dos países menos favorecidos.

Américo Córdula lembrou, ainda, que o fórum de discussões, em Salvador, ajudará a assimilar e aprofundar os conceitos nos quais se baseia a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, que já permeia todas as políticas implementadas pelo Ministério da Cultura. “Estamos trabalhando para promover sua ampla compreensão e incorporação por todas as demais instâncias públicas que trabalham com a cultura em nosso país”, garantiu.

O secretário ressaltou que a Convenção da Diversidade Cultural serviu também como ponto de referência na elaboração do Plano Nacional de Cultura, primeiro planejamento público de longo prazo, que está tramitando no Congresso Nacional e que terá validade para os próximos 10 anos. “Esse Plano foi criado após um processo igualmente democrático e participativo, e provocará a elaboração de Planos estaduais e municipais que serão de grande importância para a consolidação de um Sistema Nacional de Cultura, que vai organizar, no Brasil, as relações entre todos os Estados e municípios e a sociedade.”

Além do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, que representou o ministro da Cultura, Juca Ferreira, fizeram parte da mesa de abertura o presidente da Federação Internacional das Coalizões da Diversidade Cultural, Rasmane Ouedraogo, africano de Burkina Faso, o presidente da Coalizão Brasileira, Geraldo Moraes e o secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meireles.

O ministro Juca Ferreira fará conferência nesta sexta-feira, 6 de novembro, quando discorrerá sobre A Convenção da Unesco: progressos realizados e futuros desafios - O papel da sociedade civil. No sábado, dia 7, o secretário Américo Córdula participará, pela manhã, de uma mesa-redonda que discutirá Perspectivas da Diversidade Cultural. À tarde, a mesa-redonda com o tema A Integração da Cultura no Desenvolvimento Nacional e na Cooperação Internacional contará com a presença do secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy. Programação completa e outras informações podem ser obtidas no site http://www.eidc.com.br/.


(Heli Espíndola, Comunicação SID/MinC)